Ink on me…

Os tempos não são mais os mesmos. Ninguém olhará para alguém de forma diferente por ter tatuagens. Ter tatuagens é normal, é banal. É uma escolha de cada um. Nada tem a ver com drogas, álcool ou rock n’ roll.

Até há bem pouco tempo (não sei se ainda existe esta regra) havia normas de conduta em companhias aéreas que baniam por completo toda e qualquer tatuagem nos membros das suas tripulações. Companhias low cost. Quão estúpido pode isto ser?! O que é ser hospedeira(o) de bordo?! Conheço pessoas sem uma única tatuagem que tem pior aspecto que outros com braços e pernas cobertos de desenhos. A educação, a inteligência, a competência, o respeito, não se medem pela presença ou ausência de tatuagens.

A Força Aérea deu agora um passo em frente depois de ter dado muitos atrás com as regras que tinha. Aceito as zonas não autorizadas porque honestamente não me revejo em tatuagens no rosto, no pescoço, e muito visíveis nas mãos. Não gosto, são-me violentas ao olhar mas não critico quem as tem, nem me repugnam as pessoas que as têm. O rosto, o pescoço frontal, a cabeça, são zonas que me arrepiam só de pensar em tatuar. Seria incapaz de tatuar a cabeça, ou perto da jugular, fosse em que circunstância fosse. Se calhar é uma estupidez minha mas é o que penso, é apenas a minha opinião.

Fico contente que a nossa sociedade aceite a diferença (seja ela em que campo for) porque não temos que ser todos iguais, todos chapa5, todos brancos, caucasianos, de pele imaculada e sem traços de tinta. Por uma sociedade que aceite a diferença de raça, de opção social, sem discriminação. Onde não se seja olhado de lado porque se ama alguém do mesmo sexo, ou porque se decidiu escrevinhar à pistola umas frases ou uns desenhos…Sou por uma sociedade que não me olhe, também a mim, de lado, só porque tenho tatuagens.

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