Cheer up.

O maior drama de quem está doente é a espera de resultados. É aquele limbo de quem vive ainda na esperança de viver, de quem vive na esperança de que não seja tão mau como aparenta ou costuma ser, é aquela sensação que tomara que neste caso a ciência se tenha enganado e não seja nada daquilo.

O maior drama são os resultados inconclusivos, a bateria de exames, a angústia constante, o ter que motivar o outro. Tenho ao máximo tentado que o meu pai se esqueça da longa cruzada que poderá ter que viver, tento ao máximo motiva-lo, fazer-lhe ver que estou cá para o que for preciso mas ele também tem que querer. Porque a vida pode dar reviravoltas mas agora a força do meu pai é preponderante. E decisiva.

Tento disciplinar-me também a mim. Perceber que tenho que inspirar fundo e dar conta destes recados, do pai, da mãe, mas também tenho que conseguir dar um banho no mar, apanhar sol, ler e não me focar só naquilo que me intranquiliza. O maior desafio também é este, é motivar-me a mim própria para tratar do meu eu.

Bom dia para esse lado

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