Do não Verão e da intolerância à lactose.

Talvez me aconteça só a mim. Sentir que este ano há pouco Verão, que Verão não é isto, que faltam uma série de coisas e outras estão confusas e atabalhoadas.. Terá a nossa mente o poder de nos fazer alterar até às estações do ano?! Mas porque chove em Julho?! Porque sopram rajadas de vento de todas as direções?! O planeta está a dar alertas para o que lhe fazemos.. Poderá lá ser normal caírem em Julho, pedras de granizo do tamanho de bolas de ping pong?! E trovoadas nos píncaros da serra da Estrela?! As roupas de Verão mal viram a luz do dia, fui uma vez à piscina, 2 bocadinhos à praia e a zero festas populares. Lá está pode ser de mim!! Porque me sinto com a alma toldada e tenho que a forçar a fazer coisas, por simples que sejam. Voltou o castigo da intolerância alimentar que me azucrina a cabeça. Conviver com uma intolerância à lactose numa altura em que se comem gelados (quase todos com leite), é obra. Para quem queira dicas sobre esta intolerância e sobre as suas manhas fique a saber que, no meu caso, ela volta e se agudiza em épocas de grande stress emocional e pode desaparecer sem deixar marcas, inexplicavelmente, tempos depois. Basicamente nunca sei quando posso beber um iogurte líquido normal ou comer um biscoito, ou ficar de caixão à cova porque comi o puré de batata da minha mãe que leva assim uma quantidade generosa de leite (do normal, claro).

Portugal não está preparado para as intolerâncias, sejam elas à lactose, ao glúten, aos ovos. Se eu for a um café pedir um galão, ninguém tem leite sem lactose para me oferecer, logo não posso beber o galão. A alternativa de iogurtes sem lactose até nas grandes cadeias é super limitada, escassa, com preços que fazem chorar até as pedras da calçada. Nos restaurantes não há uma sobremesa a pensar em quem é intolerante à lactose. Basicamente, tudo se torna muito complicado, e muito limitativo.

A intolerância à lactose caracteriza-se, no meu caso, por diarreias fulminantes e muito fortes e nesta fase em, alguns períodos, por dores abdominais fortíssimas daquelas de trepar paredes que levam inclusive ao vómito por má disposição. Não é brincadeira o nível de dor e desconforto que se vivencia.

Tem sido uma corrente aprendizagem para mim, um habituar-me ao que posso comer e não posso, sabendo sempre das consequências que terei se pecar.. Muitos viverão com este problema, outros poderão estar no patamar que eu estava há uns 6 anos, sem saber que o têm e achar que é stress..

É apenas aprender a viver de outra forma, a comer de outra forma..

Bom dia para esse lado.

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