Agosto, 2.

Agosto é sempre mês de casa, de figos (da Índia e dos outros), de roupinhas leves e frescas, de carros cheios de pó e chinelos no pé. É o tempo de leitura desenfreada, de não saber em que dia da semana ou do mês estou. É não agarrar na agenda física (no trabalho uso sempre uma agenda física), e ficar desconsolada se vou à praia e não tomo banho.

Agosto é mês de festas populares, é mês de trânsito nas auto estradas e pacatez nas cidades. É um mês terrível para se estar doente porque todos os médicos estão de férias, é um mês terrível para se decidir comer em restaurantes porque há 10 espaços para 10000 pessoas e claro que não pode dar bom resultado. Portanto em Agosto tb tenho que elaborar refeições e planos de refeições e lavar louça e arrumar cozinha. Mas não dá para esperar 2 horas num sítio para comer e/ou partilhar a mesa com pessoas que não se conhece. Para isso faço uns wraps de frango, umas saladas frias, uns bifes grelhados com arroz e salada, umas lasanhas, um bacalhau com natas e evito confusões de pessoas a tentarem apanhar a última mesa disponível. É que não tenho pachorra mesmo para quem no Alentejo se arma em bom, se arma na última bolacha do pacote só porque está numa região que foi abençoada pela mãe natureza mas que como a Floribella “é rica, rica em sonhos mas pobre, pobre em ouro”

O que mais gosto é dos raios de sol a entrar pela manhã. É que acima da serra dos candeeiros, sabe-se lá porquê, o sol só nasce lá para horas mais tardias..

Bom dia para esse lado.

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