Fim de Semana. Agosto.

Tento tentado, pelo menos de manhã, esquecer-me um bocado dos imensos problemas que me rodeiam e ir, quanto mais não seja, apanhar um bocado de sol. Estou pouco tempo, mas consigo sentir um bocadinho de praia, do ar do mar.

No outro disseram-me que eu precisava de banhos de mar. Que me íam ajudar muito. Ora sucede que as temperaturas da água do mar rondam os 17 graus e portanto só lá conseguia ir com um fato de mergulho. Não consigo molhar sequer as pernas acima dos joelhos, tal o gelo aterrador que a água está. Isto é a prova viva de que não se podem fazer planos, nem na vida, nem nos dias, porque, rapidamente, podem sair furados. Não tomo banhos de mar como me foi recomendado para desviar as más energias e sem banhos de mar pois que me aguento muito pouco na praia, porque vou perdendo o entusiasmo. Refugio-me na leitura, tem sido o meu escape. Não tenho fotografado, não tenho dormido em condições (muito longe disso), e as férias tem sido um “nhenmm” porque a mente não está, também, bem.

Bom dia para esse lado.

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