Terra batida.

Sou feita de terra batida. De gente simples feita para andar descontraída, de calção no corpo e chinelo no pé. Sem maquilhagem, e cabelo ao vento sem sequer ver secador ou placas ou afins. De maneira que me custa imenso o verão na cidade, naquela harmoniazinha feita coisa esquisita de quem tem que andar empinocada só porque está na cidade. Porque se condenam os calções feitos de pernas à mostra, como se só as babes os pudessem usar. Custa-me muito o regresso se bem que nem lhe possa chamar assim tal a rapidez com que voltarei.

Não há nada como a simplicidade. Mesmo verdade, cada vez mais verdade.

Bom dia para esse lado.

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