Done.

Não vejo ninguém neste ginásio a pesar-se. Nunca. A não ser as novas admissões para PT’s. De resto está mais que provado que toda a gente tem em casa uma balança de bioimpedância, onde pela App registam diariamente todos os resultados. Tenho quase a certeza disso. Uma vez explicaram-me que o peso não interessa nada, que o que interessa é o aspecto. Sempre que regresso ao ginásio aumento o peso e bem. E não, não como mais. Pelo contrário, tendo a fechar mais a boca. Logo são capazes de ter razão aqueles que alvitram que isto é capaz de ser massa muscular. Em calhando, é sim.

Não gosto (muito) de treinar dias seguidos mas se tiver que ser lá vou. Também não gosto de acordar às 6 e tal da manhã e acontece todos os dias.

Hoje na passadeira estava a lembrar-me das minhas pancas no ginásio e com o exercício:

  • Começo sempre a actividade desportiva com a passadeira, caminho até ao minuto quatro e depois corro do quinto ao décimo primeiro.

  • Tenho sempre água aromatizada (H2O da Prozis) com sabor a Pina colada, uma saqueta dá-me para 3 treinos.

  • Levo sempre a toalha, o telemóvel e os auriculares.

  • Treino sempre na mesma passadeira (embora existam mais umas 15) e no mesmo remo. Se estiverem ocupadas espero que fiquem livres e faço outros exercícios.

  • Faço quase sempre a mesma sequência de máquinas, pela mesma ordem.

  • Treino sempre de cabelo apanhado.

  • Acabo sempre o treino na bicicleta sentada, depois disso só alongo.

  • Sinto sempre uma sensação espectacular no fim. É por ela que faço exercício.

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First of the week.

Estou afincadamente no foco. Em não falhar. Em não faltar. Em não inventar desculpas para não ir, para não fazer os exercícios ou para lhes limitar o tempo. É ir e fazer tudo ao limite do que o corpo vai aguentando. Só assim faz sentido. Vejo tanta gente mais esforçada e afincada do que eu. E outros menos. E outros que nem vão, nem fazem exercício e não é por isso que sentem menos que alguém. Nem têm que sentir. Eu é que assumo que isto me faz falta, me ajuda a superar as horas dos dias.

Hoje mal cheguei vi a “mulher do suor”. Já estava de abalada, já de banho tomado. Pensei logo para com os meus botões que a poça de suor já lá devia estar, junto ao remo… E tchanam! estava mesmo. Um enorme aglomerado de suor em pingas díspares. Credo, que coisa! E uma menina inocente entra para o remo e mete a garrafa de água no chão, em cima da poça já seca. E eu arrepio-me até ao tutano e ela não vai de modas e pousa também o telemóvel no chão. Também na poça! E eu penso, quem num ginásio, pousa coisas no chão?! Ou se senta nas máquinas ou nos bancos sem toalha?! Eu não tenho a mania, eu tenho é medo que é diferente. E sim mete-me impressão. Hoje caíram-me duas gotas de suor no cotovelo direito enquanto corria na passadeira. Duas gotas. E fui limpa-las ao cotovelo com a minha toalha. Se houver um dia em que transpire desmesuradamente, em vez de uma posso levar duas toalhas, agora suor meu é que não ficará em lugar algum.

Por hoje está feito.

P.S. A barra de batata doce e cacau não chega aos pés da de amendoim. A melhor para mim até agora é a verdinha, a de amendoim! Também há de abóbora, de beterraba, de côco mas ainda não as provei. Podem encontrá-las à venda com link directo aqui Rude Health

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75 anos depois.

Costumo dizer muitas vezes que alguns livros me mudam. Assim como algumas situações. Assim como alguns vídeos. Assim como alguns filmes. Assim como algumas frases. Assim como alguns momentos.

O ano passado li um livro “O Tatuador de Auschwitz” que mudou totalmente a forma como pensava o Holocausto. De tremendamente bem escrito, ao facto de ter sido uma história real, senti, ao ler, que quase atravessava aqueles pátios, aqueles edifícios. Foi um livro extraordinário, impactante, muito poderoso e que me marcou muito. Lembro-me de treinar à pressa para ir ler o livro, de ler enquanto cozinhava, em todos os pequenos intervalos que tinha. Esse mérito não é para todos. É só para quem consegue escrever livros que cativem desde a primeira frase. Tenho muitas amigas que não gostaram mas cada um terá a sua opinião.

Auschwitz foi muito sério. Foi muito duro. Muito cruel. Muito violento. Muito fora de tudo o que deve ser a realidade humana. Custa pensar em como tudo aquilo pode ter acontecido, em quantas mil histórias se dividiu aquele horror.

Ontem passaram 75 anos da libertação. 75 anos. Se calhar é como se não tivesse passado tempo nenhum. Porque há acontecimentos que nunca deviam ter data para se assinalar. É como uma ferida aberta a cada hora que passa.

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Monday.

Segunda de novo. Quase final de Janeiro esse mês que parece que dura há dois…

Novos projectos na calha.

Que seja, para esse e para este lado, um bom dia e uma boa semana

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