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Lá está um dia que eu não consigo apreciar por aí além: o primeiro de Janeiro.

Dia confuso este em que não sabemos bem em que ano já estamos, a que horas devemos acordar, comer, e fazer as tarefas comuns do dia. Com todos estes dias de excessos não apetecem chocolates, não apetecem comidas pesadas, não apetecem mais sobremesas, nem bolo rei, nem afins. Apetece que a vida regresse à normalidade. Sem agitações, sem confusões. Apetece deixar de ouvir o Jingle Bells e rezar para que os reis passem depressa para até as mais pequenas decorações se arrumarem. Como a vida nos muda. Como a vida nos transforma.

Estou ansiosa por retomar o meu exercício físico. Sei que talvez ninguém tenha dado pela minha ausência. Não é local, o ginásio, onde tenha feito amigos. Ninguém vai perceber que há meses que não ponho lá os pés. Antes ainda tenho que fazer, muito provavelmente, umas sessões de fisioterapia. Gostaria muito de resolver o torcicolo e fazer com que o dedo polegar esquerdo deixe de estar dormente..

Tenho que fazer algo ao cabelo para arrancar com o ano em pleno. E ultimar a última residência do meu Pai. E é tudo. Por agora.

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