Try again.

Não sei precisar quantos meses fiquei sem ir ao ginásio. Os suficientes para hoje o dia do regresso ter sido duro. A cada passada na passadeira, a cada remada na máquina de remo, a cada abdominal,a cada levantamento de peso para fazer braços, foi o meu Pai que eu vi. Foi do meu Pai que me lembrei porque este último ano talvez todos os treinos tenham sido cheios de esperança na sua recuperação. A cada hora de cada minuto que lá estive recordei a sua gargalhada,a falta que me faz a cada minuto da minha vida, em como o meu Pai será sempre insubstituível, em como me dói, me dói tanto tudo.

Fui cheia de vontade, fiz o que pude, o que consegui, vi que algumas pessoas me reconheceram e me acenaram, me cumprimentaram. Fiquei surpreendida pensei que ninguém o faria. Tudo estava no mesmo lugar. As máquinas, as mesmas pessoas (e outras novas), os adictos da perda de peso na prossecução exaustiva do seu foco, os PT’s no seu rame rame, os seguranças nos seus lugares, a senhora da limpeza a fazer magistralmente o seu trabalho (é a melhor funcionária daquela casa).

Fui ás compras e decidi trazer coisas boas e assim mais livres de carnes e substâncias pesadas. Podia comer só legumes. E couve flor. Muita couve flor.

Amanhã devia ir outra vez só assim para entrar em força.

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