Done.

Era muito mais fácil não ter ido. Oh se era. Poder dormir mais um bocado, não vir de lá toda estropiada das costas e das pernas e de todos os músculos (alguns que nem sabia que os tinha), enfim era bem mais fácil ter optado por (mais uma vez) ter ficado em casa. Mas não foi isso a que me comprometi nesta entrada de novo ano. Comprometi-me a que iria ao ginásio o maior número de vezes que conseguisse. Sem dramas, nem desculpas, nem porque isto ou porque aquilo. Já bastou todo o dinheiro que já dei a ganhar a esta gente sem lá por os pés.

Recomeçar dói, custa, a pessoa está perra, enferrujada e mais a mais eu, que me sinto coxa do corpo e da alma. Ainda olho muito para baixo para que quem está “em cima” não me veja as lágrimas. Ainda choro muito por breves instantes, ainda me recordo a cada instante do sorriso do meu Pai e do “não vás filha” das últimas semanas. Se eu soubesse que era o fim, ao invés dos milhares de kms que fiz, ter-me-ia mudado de armas e bagagens. Mas tinha que vir na mesma trabalhar. Afinal era o mesmo. Tinha o sonho de levar o meu Pai e treinar com ele, devagarinho, mas ter a companhia dele. Ou da minha mãe, de alguma amiga, da minha sobrinha, da minha Anicas..Muito pouco fácil algumas horas que passo. Muito pouco fácil…

Está feito e foram duas vezes esta semana.

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