Stay at home ASAP.

Não sou pessoa de panicar, de ser altamente espalhafatosa e ter um medo infundado de tudo e mais alguma coisa.

Mas acho que o momento que estamos a atravessar é Único. Delicado. Aflitivo. E Assustador. E por isso, e por sugestão da própria escola, contra a opinião contrária de uns, a repulsa de outros, a indiferença de outros tantos, resolvi ficar com o pequeno em casa. Não o fiz de ânimo leve, foi uma decisão ponderada que me fez acordar às 4 da manhã completamente em sobressalto com este assunto.

Não creio que seja necessário correr riscos agora. Nem percebo qual a dúvida e os pressupostos que estão na base do não encerramento das Escolas quando a maioria das Universidades, Museus, Bibliotecas, Piscinas, Pavilhões Municipais, Tribunais já se encontram encerrados de norte a sul do país.

Para mim é muito mais fácil se tudo estivesse dentro da normalidade. Poderia continuar a comer as minhas batatas cozidas, a ler os meus livros descansada e a não ter que gerir jogos de PlayStation e o aborrecimento de um jovem pré adolescente que iniciou hoje a sua quarentena que sabe-se lá quantos dias irá durar. Os testes já foram adiados, a matéria nova não será iniciada e fica (até à decisão governamental) em stand by o futuro próximo.

Não faço puto de ideia de como a minha empresa está a gerir a parte da quarentena. Se tiver que ficar sem ganhar um tusto durante dois meses fico. Bem sei que há muita gente que não pensa igual, mas as poupanças que temos serão para situações como estas. Entre ter dinheiro na conta ou saúde no corpo, meus amigos nem se questiona. Até lá é o bom senso que tem que imperar. É o ficar em casa. O limitar ao máximo os contactos sociais (no meu caso é muito fácil) e não panicar mas ter bom senso (que é o que muita gente não tem!).

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