Quarantine.

Cada um tem ocupado esta quarentena como pode. Uns lêem, outros fazem arrumações, outros fazem bolos, outros aprendem novas línguas, outros aprendem novos instrumentos, outros fazem exercício. Nesta quarentena tenho explorado os vídeos de exercício físico no YouTube como nunca até agora o tinha feito. Descobri inúmeras personal trainers (essencialmente brasileiras, mas também portuguesas e norueguesas). Tenho feito aulas que nunca tinha experimentado, tenho feito aulas curtas e longas, mais puxadas, mais leves, mas tenho explorado muita coisa nova.

Já era pessoa de estar muito sozinha, (já lido com isso há muitos anos) mas agora tem sido uma solidão mais sofrida, mais obrigada, mais obrigatória. Deixei quase de conseguir ver programas de entretenimento, programas de humor, comédias românticas e afins. Informação é o que tenho privilegiado mas chega a um ponto que não se aguenta tanta morte diária, tantos resultados, tantos ses, tanto pensar como sairá o mundo disto tudo.. Que todos sabemos que não será fácil, que é tudo uma grande incógnita, e que este é o tempo das dores de cabeça. Para mim que sou freelancer, que tenho muito poucos direitos, tudo se vai complicar. Nem tenho conseguido pensar nisso, tal a preocupação com o medo terrível de vir a ser infectada e/ou infectar alguém.

Vivemos todos neste momento uma grande aflição. Difícil de descrever, difícil de lhe antecipar o fim. Volta e meia ainda meço a febre. Como que por descargo de consciência, de que sim, de que comigo está tudo bem.

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