45 de Confinamento, 46 de Liberdade…

Ouvi em directo através das redes sociais, o hino nacional em duas Câmaras Municipais. Confesso que chorei como quase sempre choro de cada vez que ouço o hino, e porque me lembrei muito do meu Pai e de como este dia era importante para ele. Tenho um nó no estômago, na garganta, no coração, porque sinto a falta do meu Pai a todas as horas e minutos de todos os dias. Recordo-lhe o sorriso, a sua forma debilitada nos últimos tempos quando lhe dava banho, quando lhe fiz a barba na cama de hospital, menos de uma semana antes de partir, na forma efusiva com que sempre comemorava este dia. É com ele que vou buscar a força que tantos dias me falta.

Abril deu-nos também a liberdade de, até em tempos de confinamento, podermos fazer uma caminhada. Pôr os pés bem assentes no verde e comemorar Abril ainda que de outra forma.

Em mim estarão gravadas todas as músicas de Zeca Afonso que sei de cor, todos os dias iguais ao hoje que comemorei junto dos meus Pais. Nunca esquecerei as vivências com os meus Pais. São os pilares da minha Vida.

Viva Abril!

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