Saturday.

Amanheceu solarengo, parece que a Dora já partiu para outras zonas. Tudo branquinho nas terras altas, uma delícia para os olhos, para a fotografia, nas paisagens cobertas de branco que tanto adoro.

Arranca agora um fim de semana prolongado para o pequeno que segunda é dia de trabalho.

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Friday Rainy Vibes.

Neste ano ninguém quer saber de roupas chiques, de saltos, brilhos ou lantejoulas. Este ano a palavra de ordem é conforto e isso pode querer dizer muita coisa. Algodão, roupa confortável, aquelas calças fofinhas que não são para aparecer diante de ninguém mas que são ultra quentes e ultra confortáveis, as meias, as hoodies que se podem usar em qualquer lugar, de casa ao trabalho, as pantufas quentes, as mantinhas, as almofadas….

Se temos (e devemos) estar em casa que o façamos da forma mais confortável que seja nesta season em tudo diferente.

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Das diferenças de cada um..

Cada um de nós é diferente. Se para uns um dia de frio, chuva e neve nas terras altas é sinónimo de tédio e aborrecimento para outros isso pode ser o cúmulo do conforto e bem estar. Há os que detestam chuva e os que a aproveitam para se enrolarem em mantas, enfiarem meias quentes e pantufas de lã e ficarem em silêncio a ouvir o barulho da chuva. Eu gosto muito de sol mas também, se estiver em casa, gosto muito de chuva, trovoada e granizo. E gostava de neve quando estava ao pé dela. Não gosto é de gelo, de piso vidrado porque é muito perigoso e é muito fácil apanhar grandes sustos.

As pessoas são todas diferentes e com a idade tenho tentado compreender (sem julgar) porque se faz isto ou aquilo. Porque se fazem greves de fome em frente ao Parlamento e se ameaça com “saímos daqui com uma reunião com o governo ou no caixão?!?!) e depois se termina esse protesto com uma reunião com o presidente da câmara local. Mas o movimento não era pelo protesto a nível nacional?! Afinal era uma coisa centralizada?! Tento entender as posições das pessoas, tento não julgar, tento perceber que não houvesse aqui segundas intenções mas faz-me espécie porque não é aproveitado o tempo a produzir ao invés de estar embrulhado numa manta em frente ao Parlamento sem meter nada no bucho que ao fim e ao cabo é um jejum prolongado (tenho lido depoimentos de pessoas que o fazem 4,5 dias sem grande alarido). A greve de fome é a meu ver a mais estranha forma de protesto. Nunca achei que fosse a melhor opção. Podemos insurgir-nos contra as mais variadas situações das mais variadas formas mas a greve de fome soa a um finca pé que não é bom em nenhuma situação que pressuponha negociação. Ou estarei errada?

Confesso que tenho a televisão desligada. Agora volta e meia meto o écran com aquelas lareiras artificiais que têm inclusive o crepitar da madeira. Adoro. Agora ouvir os noticiários é perceber que a vacina virá mas não já para todos, começam os testemunhos marcantes dos doentes de Covid, de empresários que não tem como pagar aos empregados, do Natal que vai ser diferente e da passagem de ano que nem chega a ser. Enfim é tudo menos agradável ouvir agora canais de notícias e para desgraças antes leio o policial que lá andam às voltas para descobrir quem matou a jornalista…

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Friday.

Acordei cedo como todos os dias. Com as previsões de ontem pensei que acordaria com neve à porta. Mas não. Nem sequer está tanto frio como pensei mas está uma chuva danada, cortada a vento. É sexta feira. Aquele dia que serve para tratar de tudo o resto que não ficou tratado durante a semana. Já me livrei de ir a shoppings e a superfícies comerciais. Agora é tempo de ouvir a chuva a cair.

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December.

De repente lembrei-me do que é trabalhar em Dezembro nas grandes superfícies mas com Covid. E acreditem que não é bom. É tudo menos tranquilo e seguro. Dezembro cheira a dinheiro, a consumismo desenfreado, a ânsia desmedida por comprar, comprar, comprar. Este era um ano tão excelente para as lembranças, aquelas mesmo simbólicas. Coisas giras, simples, até feitas por nós, ou coisinhas simples que se comprem porque nos lembrem as pessoas por uma ou outra razão. Os shoppings depois das 4 da tarde ficam insuportáveis. Há filas para entrar nas lojas, para pagar, para desinfectar, é um descalabro. Diz que por volta das sete da tarde começam a esvaziar e pelas 8,9 não anda lá ninguém. Será portanto a melhor hora para se comprar. Mas porque se dão as pessoas a este trabalho?!? Se não vão existir reuniões familiares com famílias alargadas isso quer dizer que o número de presentes tenderia a baixar muito, ou não?!

Acabei a fisioterapia e ainda estou para perceber se vou continuar com estas dores durante muito tempo. Se os músculos não percebem que sim estão a ser solicitados. A ver vamos.

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