True.

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Sou completamente apologista da máxima que nada, mesmo nada, acontece por acaso. Cada vez tenho mais a certeza disso.

Gostava que o meu dia tivesse tido outro rumo, que corresse como o tinha planeado, mas a vida é assim mesmo e o que não tinha que ser é porque não tinha mesmo que ser.

Enfim. Só me resta dizer, Enfim!

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Sunday..

Sendo que é domingo, 4 e tal da tarde e ainda não saí de casa (sem ser às varandas!) estou com uma média de passos jeitosa. Chama-se limpezas e por vezes convém fazer de forma afincada, sem ser só assim pela rama. Fiz quase 5 kms só dentro de casa, em limpezas. Transpirei para caraças, sinto-me super extenuada mas com aquela sensação boa de “fim de exercício”.

De facto há vários tipos de domingo…

(E o sono profundo, que continua nesta miséria das 2 horas, 2 horas e pouco?! Não percebo, ou melhor até percebo..)

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Setembro!

Setembro marca sempre o arranque das aulas e dos céus glamorosos ao amanhecer. Marcou o meu arranque (quando voltarei?!) ao ginásio e o meu trabalho com refeições fora. Daquelas refeições feitas de solidão agarrada ao telemóvel.

Tive reuniões, elogios de bronzeado e uma ansiedade que tive que tratar com chávenas de chá. Quase nunca consigo escrever porque também tenho poucos momentos em que consiga passar para o ecrã o que me vai na alma. E é tanto…

Há dias em que concretizo um mundo e outros em que não chego a concretizar uma aldeia de xisto daquelas com 10 habitantes.. (Já) não me penalizo por isso. Por não fazer as coisas Y nos momentos X. Faço quando consigo e quando tiver que ser.

Tenho a clara noção de que precisava neste momento de ajuda, de indicações, de pessoas que me olhando nos olhos me encaminhassem nas encruzilhadas do que é viver de perto com uma doença neurológica e degenerativa de uma mãe e de uma doença gravíssima do pai. Assim, fazendo de conta de que se é capaz de tudo, às vezes é duro e aflitivo.

E há sábados feitos de silêncio, e de um calor abrasador que faz encerrar as persianas na procura incessante pelo calor e pelo fresco. Há o segundo volume de um livro brutal que me ajuda a esquecer e me faz este ano, preferi-lo, à feira do ano. Vá se lá entender eu não querer ir à feira…

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