New week.

Nova semana no horizonte.

Porque hoje o dia vai ser de respostas e mesmo que sejam menos boas (tudo agora é para ontem e cada dia é para ser vivido intensamente) tem que se encarar os dias e a vida com optimismo e positividade, para se conseguirem resultados. É certo que isto é muito bom de dizer e difícil de executar, mas assimilar que é este o caminho já é muito bom..

Bom dia para esse lado.

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Sunday.

Sol ao acordar tem sido uma raridade, mas este é o tempo de ganhar uma corzinha para se conseguir enfrentar a jornada…

Bom dia para esse lado

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Sábado.

É só a mim que estes dias de Verão que amanhecem de Inverno chateiam?! Tem dias que o tempo só abre depois da uma da tarde e tem sido assim em todo o lado. É certo que este ano ainda nem toquei nas roupas de Verão praticamente, nem me apetece comprar nada porque o tempo cheira-me mais a Outono que outra coisa. Que raio de Verão mais cinzento..

Bom dia para esse lado.

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Times. Hard Times.

Se há alguns anos atrás me dissessem que teria que passar pelo que estou a passar diria que não teria forças. Que não seria capaz. Que a minha fraqueza seria sempre maior que a minha garra. Ninguém sabe o quão forte é até ser posto à prova. E isto é mesmo verdade.

Este ano tive o pior dia de aniversário de todo o sempre. Lembro-me que no dia em que fiz 30 anos, tinha uma sala cheia de amigos e um coração vazio de quem me era importante. Enquanto apagava as velas chorei o tempo todo e nunca ninguém percebeu que me faltavam os pais naquela sala. E era por isso. Apenas por isso.

Nunca, como este ano, quis que o dia acabasse rápido. Não atendi telefones, não respondi a mensagens, não me encontrei com amigos. Eram 10 da manhã e sozinha naquele hospital aguardava pelo veredicto do médico que traçará a vida do meu pai (a minha e a dos que lhe são próximos) nos próximos meses. O médico não poderia adivinhar que eu fazia anos. Ouvi tudo. Com um nó na garganta que me toldava a voz apenas perguntei: “Quanto tempo”? Depois o dia ficou escuro, muito escuro. Não mais quis saber que fazia anos, nem de felicitações, nem de bolo, nem de mensagens, nem de nada de nada. Era esperar que o dia se fundisse noutro.

Nestas alturas conseguimos perceber em que patamar a nossa vida se encontra. Do que somos capazes de fazer em dias com 48 horas de execução e 24 de realidade. Conseguimos perceber o quão forte somos, a força que damos aos outros, a força que o sangue tem e como a vida se inverte.

Não sou pessoa de bradar aos quatro ventos a situação em que estou, seja ela boa, fabulosa, ou de fossa. Tão depressa me vêem de cabeça erguida com uma situação, como com outra. A idade está a fazer-me rija que nem uma pedra, mas nem as pedras são todas iguais..

Passaram alguns dias desde o dia em que deveria celebrar a minha volta ao sol. Só hoje consegui desculpar-me, agradecer. Vivo uma hora de cada vez. Por agora é como consigo.

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Hands on me.

Sempre tive um fascínio por mãos. Desde muito pequenina. Tenho decoradas as mãos de quase todas as pessoas que conheço e fixei todos os detalhes das mãos de quem me marca. É através das mãos que comunico e através das mãos dos outros que vejo o que querem, entre mãos, dizer. É através das mãos que me ligo ás pessoas. É através das mãos que tento adivinhar nos outros o que sentem, o que pensam e do que gostam.

Estas são as mãos do meu Pai. Sei que estão apreensivas mas cheias, cheias, de esperança. Tal como as minhas.

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Hope.

Há uma altura em que simplesmente as prioridades se invertem. Deixa de ser o trabalho, o ginásio, a diversão, para passarem a ser as inúmeras preocupações.

Não tem sido fácil, nada fácil, mas o caminho faz-se caminhando, e há que viver um dia de cada vez.

Quem consegue com estas preocupações constantes actualizar um blog?! Quem consegue continuar a fotografar os detalhes de que são feitos os dias?! Para mim, juro que é muito complicado, juro que não consigo..

Falta-me o prazer da leitura, da escrita, de conseguir sorrir abertamente. Do abraço dos amigos verdadeiros, de deitar uma lágrima por toda a angústia vivida, forrada que está a uma aparente normalidade que me vai permitindo no ciclo ir dizendo “Vamos andando”.. E alguns nem reparam, como se o “Vamos andando” não fosse do pior que se possa dizer..Quem na vida gosta de “ir andando”?! A vida é para ser vivida a todo o gás, com toda a energia, não é para meias tintas..

Que as rugas sejam sinal de vida e prosperidade. Que tudo se (re)componha..

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