Return.

Foi só a época de festas toda parada, desde as férias do pequeno. Até pensei que não me iria aguentar mas lá me safei. Quase 3 horas a malhar forte e feio para ver se me recomponho. Não sou pessoa de engordar muito nem de perder peso com muita facilidade. Desde que comecei o ginásio, a única coisa em que senti diferença foi na minha resistência, carrego sacos com uma enorme facilidade, subo lanços e lanços de escadas sem me cansar. Tenho alterações no corpo mas na balança os números não diminuiram mas nem estou nem aí.

Hoje foi o regresso e percebi uma coisa, nunca treinar com óculos, fazer abdominais de óculos que estão largos é uma grande chatice.

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Mr.Wonderful

Não sou daquelas pessoas que consiga passar sem agenda ou tenha tudo apontado no telemóvel.

Desde que me conheço, desde muito cedo, que tenho um fascínio por agendas, blocos, cadernos. Durante anos da minha infância e adolescência, o presente de Natal que pedia sempre era a ” A minha Agenda” que era um sucesso e para mim era sempre um espectáculo. Não passei um ano depois disso sem agenda,e tenho quase todas guardadas (é nas agendas que está apontado quase tudo o que se passou na minha vida, naqueles anos, contactos de pessoas que fui conhecendo, as formações que fui fazendo, as entrevistas que fui tendo, as que fui fazendo).

Há 3 anos que uso as agendas da Mr.Wonderful, que adoro.

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O professor Marcelo, a Cristina e a luta pelas audiências.

Ontem disse que aqui escreveria acerca desta coisa sem fundamento nenhum que foi o facto do Professor Marcelo, que por acaso é o nosso Presidente da República, ter ligado à Cristina Ferreira, em directo, na estreia do seu programa.

Isto leva-nos a tecer considerações várias.

Em primeiro lugar, todos sabemos quem é a Cristina Ferreira, podemos gostar mais ou menos, podemos apreciar ou não o estilo, a sua forma humilde, arrogante, ou apenas diferente, o estatuto que lhe permite por e dispor sem dó nem piedade, nos meios em que está envolvida. Juro que me faz confusão, porque não a acho uma top da comunicação, não acho mesmo.

Ontem na estreia, recebe uma chamada em directo do Presidente, e não, não era o Presidente da SIC, era mesmo o da República. Eu juro, que quando vi a notícia, pensei que era do “Inimigo Público”, não poderia ser outra coisa. Não podia ser verdade.

Temos um Presidente como nunca tivemos, bem sei. Gosto dele desde o começo, acho-o uma pessoa de afectos, sempre preocupado, com um sentido de justiça e protecção social como nunca conheci outro Presidente. Tem sido elogiado por muitos, criticado por outros tantos. Eu própria tenho-o elogiado muito porque de facto, me agrada a forma como tem levado a cabo o mandato, mas há coisas que não podem acontecer. Um Presidente da República por mais afectuoso que seja não pode ligar, em directo, para um programa de entretenimento,na sua estreia, para desejar boa sorte à apresentadora. Isto não pode acontecer, porque o Professor Marcelo, homem, professor, amigo é a mesma pessoa que exerce o cargo de Presidente e não pode encarnar diferentes papéis sabendo que a situação ficará demasiado confusa para quem esteja a ouvir aquilo..

A Cristina chorava, como choramos de emoção quando nos surpreendem. Eu não sabia se aquilo era encenado, se era ele ou um humorista, se ele não sabia que estava em directo, se aquilo era gravado e posto para o ar à revelia do homem. Fiquei petrificada porque achei escusado, ridículo,despropositado, inadequado e completamente fora das funções que um Presidente deve ter. As desculpas que deu (diz ele que era o “mínimo que podia ter feito, depois de no dia 24 ter dado 25 minutos de entrevista ao Goucha”) foram ainda mais esfarrapadas e sem sentido.

Sempre tive o sonho de trabalhar em Comunicação. Neste momento estou a fazê-lo, num trabalho que adoro e me preenche. Mas a guerra desenfreada das audiências faz-me detestar o mundo da televisão. Detesto o Manuel Luís Goucha e sei do que falo. É um falso,um hipócrita, um mal formado. Lidei com ele em alguns programas onde participei como público e sei o falso que virava cada vez que se ouvia Corta. Detesto-o até hoje. As pessoas que se orientam neste meio são, na sua maioria, hipócritas e falsas. Pensam apenas no seu sucesso, sem olhar a meios e fins para o atingir.

Meter o Professor Marcelo neste caldeirão, é muito perigoso, porque desilude. Ontem uma amiga dizia-me que os homens depois dos 70 ficam tolos e que achará piada à Cristina, e a baba “obrigou-o” a fazer o telefonema entre reuniões.

Queria que ele se tivesse retratado. Era a única forma de ter acalmado esta minha profunda desilusão.

Menos, Sr.Presidente, muito menos!

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Brrrr.

Hoje de manhã, passados 20 kms em andamento, o tejadilho do meu carro ainda estava assim. Fiz a viagem toda com -2 graus, e depois estavam 19 na parte da tarde. Tudo muito estranho isto do tempo, seja em que estação for.

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7.

Hoje é dia 7. Para quem não sabe eu tenho alguns números pelos quais sou viciada. Um deles é o 7.

Hoje foi um dia intenso de trabalho, um dia que começou bem cedo, e onde consegui atingir aquilo a que me tinha proposto. Tive tempo para falar ao telefone, para arrumar com 17 projectos, para comer meia sandes já eram quase 3 horas, para ainda tratar de umas trocas, levar o pequeno ao treino e cozinhar o jantar lavando de seguida uma pilha gigante de louça.

Hoje foi esse grande acontecimento nacional [só que não!], a grande estreia do programa da Cristina Ferreira. Não vi nada, afinal as televisões da Rádio Popular estavam desligadas. Mas tenho tanta gente ligada e na área da comunicação, que me haveriam de contar a grande parvalheira que lá aconteceu.

Deixo para amanhã a minha opinião, a minha grande desilusão. Há coisas, professor Marcelo que não podem acontecer. Porque o senhor já não é só professor, por acaso também é Presidente, e este tiro foi muito, muito ao lado, e a sua justificação foi ainda mais triste. Assuma que talvez devesse ter escolhido outro timing para esta chamada. Isto foi mau demais. Estou tão, mas tão desapontada, que tive esperança sempre que tivesse sido um humorista a ligar para lá e isto não tivesse passado de uma brincadeira.

Tão mau, Sr.Presidente, esteve tão mal.

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