Anjo da Guarda.

Diz que ontem foi o dia do anjo da guarda.. Cá para mim é todos os dias porque tenho a certeza que tenho um..

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Bom dia, 3.

Novo dia a romper e parece que está cinzento..

Bom dia para esse lado.

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De Hoje.

Já passava das 8 da noite. O tempo, ao anoitecer, já não está para saias sem meias. Nem sandálias. Nem decotes. Nem gelados. Já não há por de sol às 8 e tal, já é muito mais cedo, ali a bater na hora de dar o jantar ao meu pai. Diz que esteve um final de dia espectacular hoje. É capaz de ter estado. Eu é que não vi.

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Dizer, Obrigada!

Sou pessoa de agradecer inesperadamente. Sou pessoa de não ter problemas em dizer publicamente Obrigada.

Ás vezes as pessoas andam por esta vida muito depressa. Nem param para olhar para os outros, para ouvir os outros, para lhes dizer o quanto lhes gostam, o quanto os outros lhes são especiais. Nem dizem Obrigada. Partem do pressuposto que os outros lhes têm que fazer favores. Lhes devem obrigações. Só que não.

Não custa nada dizer Obrigada. Não custa nada perder um bocadinho do nosso tempo a fazer um miminho. Não custa agradecer por algo que não teve importância para uns mas pode ter sido cheio de sentido para outros.

Enche o peito dizer Obrigada. Acreditem que sim.

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Bom dia, Outubro.

Tempo das folhas a cair. Do regresso dos casacos. Das meias nos pés. Das botas. Dos cachecóis. Das mantinhas e do chá quente (tenho dificuldade de beber chá quente no Verão). Dos céus brutais ao fim de tarde e de amanheceres tantas vezes cinzentos. Dos 10 graus de manhã, 30 à tarde, e 15 ao anoitecer. Dos tons alaranjados e dos tapetes de folhas que tanto gosto. De contemplar todas as mil cores e formatos das folhas.

Outubro é mês de Outono. Cá para mim são as castanhas as rainhas. Ansiosa por lhes pôr o palato em cima.

Bom dia para esse lado.

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Dia 1.

Há meses que começam de forma diferente. Chamemos-lhe o dia 1. O do recomeço de uma nova etapa, sabendo que ainda é duro e árduo o que aí vem. Os dias tem sido forrados a angústia, daquela forrada a incerteza. Já conheço a estrada de cor. Conseguiria, quase, fazê-la de olhos fechados. Sei quantas músicas posso ouvir em cada espaçamento de saídas de autoestrada. Faço tudo por etapas. Uma de cada vez. Uma saída. E outra. E outra. Em algumas horas desbravo os kilometros e já me cheira a casa, em cada chaparro que vejo. Casa agora já não é só praia. Casa agora cheira a recuperação, a recomeço.

Esta etapa já está. Hoje no dia 1 começa outra.

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