Monday.

Comer folar ao pequeno almoço indica que ainda há vestígios de Páscoa…

Diz que o Inverno, a chuva e o frio vão voltar, não sei se estou bem preparada para isso..

Bom dia para esse lado

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Done.

E está passada a Páscoa…

Eu não percebo muito da Páscoa, talvez porque me faltem as bases. Sou católica dos 7 costados sem nunca ter praticado. Haveria de ser já na idade adulta, em plena Universidade, que iria assistir a missas e perceber que o momento dos “beijinhos” era alusivo à paz de Cristo.

Sempre comi folar na Páscoa e nunca mais comi folares como os da minha mãe. Na minha terra os folares são diferentes, sabem a erva doce e têm tranças a esconder os ovos. Na minha casa nunca tive ordem para arrancar as tranças sem ter chegado o momento, nem para comer o ovo sem pedir autorização. É quase como o galo da melancia, o bocadinho mais desejado, que agradecia quando mo davam como se me tivesse saído a sorte grande.

As pessoas viajam na Páscoa. Duvido que lhe dêem muito valor. Eu gosto de procissões, de fanfarras, de igrejas decoradas, de tapetes de flores por onde passam os andores. E gosto de tudo isto sem nunca o ter tido na Páscoa. Não sou menos católica que aqueles que tem a primeira comunhão, a solene, o crisma e os afins. Tenho a educação católica que me foi dada por uma mãe que nasceu numa casinha à beira de uma igreja, que é, até hoje o local mais emblemático da minha vida. Como nenhum outro.

Às vezes tenho pena de uma série de coisas. De nunca ter entendido a Páscoa é apenas uma delas.

Boa Noite, Especiais

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Da saúde.

Não sou pessoa daquelas com mil cuidados com a saúde. Das que fazem análises e check ups com frequência anual. Das que vão ver se têm diabetes, tensão alta ou pé de atleta.

De há uns anos a esta parte faço controle mamário por fibroses que precisam ser controladas e que faço questão de ir ver, de ano a ano. Há muito tempo que não vou à ginecologista, ao médico de família, até ao fisiatra e à fisioterapia. Também não tenho ido ao cabeleireiro, à esteticista, e fazer unhas de gel. Não é desleixo é conseguir eu sozinha tratar destes aspectos, em casa, com o dom que Deus me deu de me depilar com cera, de tratar de cabelos e há meses não pintar unhas porque não quero.

Com a saúde é diferente.

Tenho que ir fazer análises. Tenho que ir à ginecologista. Desde 2014 que não ía ao dentista. Tenho muita sorte de ter uns dentes impecáveis, que trato bem mas que são abençoados porque não me dão problemas. Mas tanto tempo passado, poderia haver aqui algo mais para além do tártaro. E havia. Uma cárie que foi tratada e uns quantos dentes por analisar.

Não há pior lugar para mim que a cadeira do dentista e as suas poderosas ferramentas pequeninas, barulhentas e aflitivas. Fiquei tão tensa que as minhas pernas tremiam como se estivesse a fazer prancha durante 5 minutos. Respiração ofegante nuns olhos sempre fechados, borrados de medo. Detesto ir ao dentista. E por isso estive estes anos sem ir. Neste período nunca tive uma dor, sensibilidade dentária, sangramento das gengivas, tártaro que se visse a olho nu, ou algo que me desse indicação que algo não estava bem. Na genética que me calhou no dia da distribuição, falharam algumas partes, mas os dentinhos foram abençoados (podiam ser direitinhos, mas não seria a mesma coisa).

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