Hidden Figures.

Tenho-me obrigado a respirar menos telemóvel, a deixar de procurar desenfreadamente soluções que não existem para os meus problemas. Por detrás dos écrans podem estar muitas respostas, infelizmente muitas vezes não aquelas que procurávamos. E isso pode ser duro e violento.

Tenho visto muito mais cinema. E muitas vezes nem é preciso procurar muito. Hoje na SIC deu um filme soberbo que adorei.

Hidden Figures na tradução Elementos Secretos, reporta-nos (e tem sido uma recorrente nos filmes marcantes que tenho visto) para o quão estúpido e avassalador pode ser o racismo. Eu acho, e não serei a única, que o racismo é do pior que pode existir. Sim porque ainda existe, em muitas mentes, em muitos países, dentro de muitas organizações. Intolerável, Inadmissível são apenas algumas das palavras que tenho para o catalogar.

Porque a genialidade é transversal a todas as classes sociais, credos, raças, porque os filmes simples podem ser tremendamente excelentes com argumentos que tocam, porque é preciso, tantas vezes, dar uma oportunidade a quem tem valor, porque cresci numa terra onde me habituei a ter na mesma proporção, ou mais até, pretos e brancos, porque lhes chamo assim sem nenhum despudor, porque os respeito, porque tenho orgulho de não ser nem meio por cento racista, porque sou muito bem resolvida neste assunto e sou frontal, por tudo isto…

…este é um filme obrigatório!

P.S. A minha paranóia com mãos levou-me a fazer click. A primeira imagem foi a imagem do filme que a minha retina fixou, que me hipnotizou.

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Bom dia, domingo.

Um sol que ofusca, uma temperatura do caraças, parece que chegou o Verão durante uns dois dias. É aproveitar para ganhar cor!

Bom dia para esse lado

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Grão a Grão.

Não tenho vindo ao blog com a frequência que gostaria. Penitencio-me por isso. Para mim o blog é um marco na minha vida. Foi o local onde nos últimos anos fui relatando o meu dia a dia. Com tudo o que de bom e menos me foi (vai) acontecendo.

A cada dia, a cada semana, vou sempre somando pessoas que, inesperadamente, descobrem o blog. São pessoas que não conheço mas que aqui vêm parar por um ou outro post. Ou porque procuram opiniões do produto x, da pessoa y, do acontecimento z. Antigamente escrevia muito mais sobre o meu estado de alma, depois à medida que ela se ía acinzentando achei que não deveria maçar ninguém com aquilo que sentia..

Não luto por seguidores, visitas, mas fico muito contente quando acontecem. Como se nada do que escreva seja em vão. Nunca sei quem me vai ler, e isso tem também o seu quê de interessante.

Obrigada a quem me segue, a quem me lê. Obrigada, mesmo.

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Green Book.

Eu nunca vejo os filmes ao mesmo tempo que as outras pessoas. Nunca os vejo nas salas de cinema quando estão em exibição, nunca os vejo em directo na televisão. São os meus timings, aqueles que consigo ter. Nem melhores nem piores que os dos outros. São os meus timings.

Vi agora, muito tempo depois de ter estado semanas a fio em exibição, o Green Book. Um filme soberbo, do melhor cinema que já vi.

Muita coisa entra em linha de conta neste filme: das amizades improváveis, dos valores como o respeito ao próximo, das opções sexuais, do racismo ou da lealdade. Um filme forte, que nos marca. Que nos mostra como tudo é relativo, como se pode ter tudo e no fundo, ter tão pouco. Como a vida pode dar voltas e sermos capazes de aceitar aquilo que jamais pensáramos aceitar. Como a cor da pele é só um mero aspecto, e como o que nos liga aos outros pode alcançar uma dimensão tão surreal..

Adorei o filme, adorei as interpretações, que, na minha opinião, não podiam ter sido melhores. Mas que grande produção, que enredo tão simples e tão brutal. De como o cinema, tal como a vida, pode atingir um patamar de excelência apenas com o simples.

Tão especial, tão bom.

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Like a December Day..

Voltei às botas.Choveu aquela morrinha todo o santo dia. A mim parece-me Dezembro, não fossem os 17 graus que nos dão a ver que se calhar não, que não estamos no Inverno.Detesto este tempo. Mas detesto mesmo.**